terça-feira, 17 de outubro de 2023

Joana Vasconcelos, Plug-In, no MAAT


Plug-in é a nova exposição de Joana Vasconcelos no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, nos dois edifícios e nos pátios

 

Ligar, como está ligada Joana Vasconcelos ao Museu da Electricidade, agora Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, o MAAT, ela que foi a primeira vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP, em 2000, criado por João Pinharanda, que agora o curador desta exposição e que escolheu precisamente há 23 anos a jovem artista, que é hoje é universal, ver o futuro, nessa primeira escolha.

Agora é um regresso, a juntar a outros que fez ao Museu noutras ocasiões, com peças que já ali estiveram, mas muitas que nunca foram vistas em Lisboa, essa foi uma linha escolhida por Joana Vasconcelos com o curador João Pinharanda.

João Pinharanda chegua ao titulo desta exposição, que apesar de não ser uma retrospetiva vai de 2000 até agora a 2023 e já que estamos a falar de electricdade, plug in, as peças quase todas, têm esta ligação à luz, a luz que se acende.

 

No MAAT Gallery, são apresentadas quatro obras: a inédita Drag Race, 2023, que estabelece um diálogo com War Games, 2011, duas viaturas convencionais transformadas em obras de arte, a primeira exuberantemente ornamentada com talha dourada e plumas e a segunda coberta com espingardas brinquedo e recheada com bonecos de peluche. Da Ásia chega a tentacular escultura têxtil Valkyrie Octopus criada em 2015 para o casino MGM Macau; pela primeira vez na Europa, será suspensa na Galeria Oval.

A estas obras da produção mais recente de Joana Vasconcelos, junta-se uma outra da Coleção de Arte Fundação EDP, Strangers in the Night, de 2000.

 

Duas peças que já estiveram no Guggenheim Museum de Bilbau são apresentadas pela primeira vez em Lisboa: a máscara de espelhos popularizada com o título I"ll Be Your Mirror, 2019 e o gigantesco anel Solitário (2018), ambas instaladas no exterior do museu.

Plug-In, exposição de Joana Vasconcelos, nos dois edificios do MAAT, em Lisboa, foi inaugurada, na sexta feira passada, 29 de setembro e vai até ao final de março do próximo ano.







































































quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Parque Municipal do Serrado a Festa do Bem-Estar Animal


 

No passado recente de fim-de-semana de 8 e 9 de Outubro foi dedicado aos animais de estimação. Pelo quarto ano, o Parque Municipal do Serrado recebe a Festa do Bem-Estar Animal – um evento que precede o Dia Mundial do Animal (4 Outubro).

A partir das 9h30 até às 18h00, a festa é dos amigos de quatro patas, mas a diversão estende-se, igualmente, às suas famílias. Ao percorrer o parque, vai encontrar várias atrações e stands dedicados ao bem-estar animal. Espaços para adoção animal, demonstrações de agility (actividade desportiva e educativa canina), uma área dedicada para associações e entidades que se dedicam à causa animal e que estejam sediadas no Concelho do Seixal, pinturas faciais, caricaturista para desenhar os animais de companhia com os seus donos, espaço de fotografias e insufláveis estão entre as atividades disponíveis. Tudo com o objetivo claro de:

 

- sensibilizar os visitantes para temas relacionados com as responsabilidades sociais e legais no bem-estar e saúde dos animais;

- alertar para temas como a adoção responsável e o papel dos animais de companhia na nossa sociedade.

Outras atrações, que todos os anos fazem as delícias dos mais novos (e não só), é a presença dos animais ao serviço das Forças de Segurança (que proporcionam pequenos passeios nos cavalos da GNR e demonstrações de situações para que os cães são treinados), a par da presença da Quinta dos Bichos (com os seus póneis, ovelhas, cabras e burros).

































 Contudo o Parque Municipal do Serrado é ideal para fazer piqueniques. Com zona de mesas e bancos sob frondosas árvores, oferece sombra nos dias de verão a quem opta por comer ao ar livre.

Tem percursos pedonais para passeios e caminhadas, grande área relvada para atividades e jogos e bancos para que pais e avós se sentem a observar os mais pequenos, que também se podem divertir no espaço de jogo e recreio. Dispõe de instalações sanitárias.

É também o local escolhido para a realização de provas de corta-mato, como é o caso do Corta-Mato Cidade de Amora.

 

Área verde: 16 410 m2

Área total: 19 010 m2

Espaço vedado


https://dogs-ptmagazine.com/2022/10/10/festa-bem-estar-animal-seixal/


quinta-feira, 5 de outubro de 2023

O Beco do Chão Salgado




O Beco do Chão Salgado dos Távora guarda em Belém a memória da condenação e da execução dos Távoras,  no dia 13 de janeiro de 1759, no tempo de D. José I e do futuro Conde de Oeiras (15 de julho de 1759) e  Marquês de Pombal (1770) no espaço que vai do nº 124 da Rua de Belém até ao nº 116 da mesma Rua de Belém.

A condenação do Duque de Aveiro e da sua família por alegada participação no atentado contra D. José I em 1758, que conduziu a que o palácio desta família – Palácio Aveiro -, em Belém, fosse confiscado, arrasado e simbolicamente, salgado o seu chão.  No local, foi também erguida em 1759, uma coluna cilíndrica , de 5 metros de altura, com 5 anéis, conhecida como  Padrão ou Obelisco do Chão Salgado.


Na sua base encontra-se a seguinte inscrição:

"AQUI FORAM ARRASADAS E SALGADAS AS CASAS DE JOSÉ MASCARENHAS, EXAUTORADO DAS HONRAS DE DUQUE DE AVEIRO E OUTRAS CONDEMNADO POR SENTENÇA PROFERIDA NA SUPREMA JUNCTA DE INCONFIDÊNCIA EM 12 DE JANEIRO DE 1759. JUSTIÇADO COMO UM DOS CHEFES DO BÁRBARO E EXECRANDO DESACATO QUE NA NOITE DE 3 DE SETEMBRO DE 1758 SE HAVIA COMETIDO CONTRA A REAL E SAGRADA PESSOA DE D. JOSÉ I. NESTE TERRENO INFÂME SE NÃO PODERÁ EDIFICAR EM TEMPO ALGUM".



Todavia, a proibição de construir neste terreno deixou de ser respeitada logo no reinado seguinte – o de D. Maria I – e assim o que resta do sítio do Chão Salgado é nos nossos dias um acanhado beco.

A execução pública dos Távoras, com o rei e a corte presentes, teve lugar num patíbulo erguido na Praça de Belém (conforme é citada nos documentos testemunhais da época),  às 8 horas da manhã do sábado 13 de janeiro de 1759, sendo primeiro degolada a marquesa de Távora, D. Leonor Tomásia, que era uma forma de execução reservada aos membros da nobreza, por ser mais rápida e indolor, sendo depois todos os outros, tendo no final sido queimados e as cinzas deitadas ao Tejo. A condenação da Marquesa de Távora, que tinha um confessor jesuíta, permitia envolver os jesuítas no processo e era uma forma de extinguir a casa de Távora. Vinte e dois anos depois, em 1781, a pedido do marquês de Alorna, familiar dos condenados, uma junta composta por vários desembargadores reanalisou o processo dos Távoras e publicou uma sentença revisória que apontou várias irregularidades e absolveu vários dos condenados, incluindo a marquesa de Távora, embora confirmando a culpabilidade do Duque de Aveiro. Contudo, nunca a rainha D. Maria I confirmou esta revisão da sentença, apesar de desprezar o Marquês de Pombal, tanto mais que lhe retirou todos os poderes e expulsou-o de Lisboa com um decreto proibindo a sua presença a uma distância inferior a 20 milhas (pouco mais de 32 quilómetros) da capital.

O sítio do Chão Salgado recebeu em 1848 uma praça construída no local pela edilidade, para nela colocar um Chafariz que veio substituir o Chafariz da Bola, obra do arqº  Malaquias Ferreira Leal e do escultor Alexandre Gomes, mas que em 1940 foi retirado, por ocasião da Exposição do Mundo Português e sete anos depois, foi colocado no Largo do Mastro




Miradouro de S. Pedro de Alcântara

Guarde o fôlego da subida para uma das melhores vistas de Lisboa. Faça deste miradouro, o seu ponto de descoberta e encantamento com a cidad...