domingo, 9 de agosto de 2026

Museu Nacional da Música






O Museu Nacional da Música tem uma história com mais de um século marcada por percursos atribulados, várias mudanças de instalações e a concretização do sonho de reunir um dos acervos instrumentais mais ricos da Europa.

Origens e Fundação

Coleção inicial: A base do museu nasceu no início do século XX a partir da reunião de espólios particulares, destacando-se a coleção de instrumentos de Alfredo Keil (autor de A Portuguesa).

O papel de Lambertini: O musicólogo Michel'angelo Lambertini impulsionou a criação de um museu público, promovendo a recolha de peças raras com o apoio do mecenas António Augusto de Carvalho Monteiro ("Monteiro dos Milhões").

1916: É criado oficialmente o Museu Instrumental de Lisboa, unindo as coleções de Lambertini e Keil.

 

Percurso e Mudanças de Instalação

Várias moradas: Ao longo das décadas, o acervo passou por diferentes edifícios e locais provisórios na cidade de Lisboa devido à falta de uma sede definitiva e estável.

Estação de Metro (1994 a 2025): O museu encontrou residência durante cerca de 30 anos na Estação de Metro do Alto dos Moinhos em Lisboa, um local invulgar que se tornou emblemático.

Mudança para Mafra (2025): O museu mudou-se para a ala norte do monumental Palácio Nacional de Mafra, reabrindo no final de 2025 com novas e amplas salas de exposição, melhores condições de conservação e uma museografia inovadora

 

O Acervo e Tesouros Nacionais

Instrumentos raros: Abriga cerca de 500 instrumentos expostos (de um total superior) que datam desde o século XII até ao século XXI, cobrindo tradições eruditas e populares.

Peças de destaque: Inclui o famoso violoncelo Stradivarius Chevillard (Rei de Portugal), cravos históricos de Joaquim José Antunes e Pascal Taskin, e o piano de Franz Liszt.

Património documental: Guarda documentos fundamentais

















































 


 


 










































































 


 


 


 




 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 



















domingo, 2 de agosto de 2026

Palácio Nacional de Mafra

Conjunto arquitetónico barroco formado por um Palácio, uma Basílica e por um Convento, a que se associam os jardins e uma vasta Tapada, formando um conjunto patrimonial histórico com mais de 1200 hectares, inscritos, em 2019, na Lista UNESCO do Património Mundial.

Mandado construir por D. João V no cumprimento de um voto de sucessão, o Palácio de Mafra é um dos mais importantes monumentos barrocos em Portugal e um dos maiores da Europa, ocupando uma área de construção de 38.000 m2, com cerca de 1.200 divisões, 5200 portas e janelas e 156 escadarias.

A UNESCO reconheceu este monumento como um feito de arquitetura, de engenharia e da capacidade do génio humano. Baseado em projetos de Filippo Juvarra, o seu desenho final foi realizado pelo germânico Johann Friedrich Ludwig (João Frederico Ludovice) e a construção conduzida pelo engenheiro-mor do reino, Custódio Vieira. A primeira pedra foi lançada a 17 de novembro de 1717 e a sagração da Basílica  a 22 de outubro de 1730.

A Basílica, inspirada nas grandes igrejas de Roma, possui uma das mais significativas coleções de escultura italiana do seu tempo, com 58 estátuas, um grande crucifixo com arcanjos em adoração e três altos relevos, bem como um importante conjunto de pintura, representativa de alguns dos mais célebres pintores ativos em Itália e França, no início da década de 1730. É também muito significativa, pela sua qualidade e raridade, a coleção de paramentos e alfaias litúrgicas.

A Biblioteca do Palácio é um dos espaços mais icónicos do monumento. Com uma refinada seleção de cerca de 30.000 volumes, é um dos expoentes do conhecimento iluminista representativo da cultura de corte da primeira metade do século XVIII.

Destacam-se, ainda, o conjunto sineiro, com 120 sinos, os quais integram dois dos maiores carrilhões do século XVIII, fundidos em Antuérpia e Liége nas oficinas de Willem Witlockx e de Nicolas Levache, respetivamente. Aos sinos associam-se dois relógios datados da primeira metade do século XVIII, bem como, quatro autómatos para música automática.

No interior da Basílica encontra-se um conjunto de órgãos de tubos, único no mundo, composto por seis instrumentos concebidos para poderem tocar em conjunto, construídos entre 1792 e 1807 pelos organeiros portugueses António Machado e Cerveira e por Joaquim Peres Fontanes.



Horários de Funcionamento

Dias de abertura: Quarta a segunda-feira.

Dias de encerramento: Terças-feiras e feriados específicos (1 de janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de maio, Quinta-feira da Ascensão e 25 de dezembro).

Basílica: Funciona num horário ligeiramente diferente devido às celebrações religiosas, fazendo uma pausa para almoço das 13h00 às 14h00

Preços dos Bilhetes e Descontos

Bilhete Geral: 8 € (dá acesso ao palácio real, ao convento e à basílica).

Desconto de 50%: Aplicado a seniores (65 anos ou mais), jovens (entre 13 e 24 anos) e famílias (com pelo menos um adulto e um menor).

Entrada Gratuita: Válida para crianças até aos 12 anos inclusive e para portadores do Lisboa Card.




















































Pao de Mafra








 


Museu Nacional da Música

O Museu Nacional da Música tem uma história com mais de um século marcada por percursos atribulados, várias mudanças de instalações e a con...