O Museu Nacional da Música tem uma história com mais de um século marcada por percursos atribulados, várias mudanças de instalações e a concretização do sonho de reunir um dos acervos instrumentais mais ricos da Europa.
Origens e Fundação
Coleção
inicial: A base do
museu nasceu no início do século XX a partir da reunião de espólios
particulares, destacando-se a coleção de instrumentos de Alfredo Keil (autor de
A Portuguesa).
O papel de
Lambertini: O
musicólogo Michel'angelo Lambertini impulsionou a criação de um museu público,
promovendo a recolha de peças raras com o apoio do mecenas António Augusto de
Carvalho Monteiro ("Monteiro dos Milhões").
1916: É criado oficialmente o Museu
Instrumental de Lisboa, unindo as coleções de Lambertini e Keil.
Percurso e Mudanças de Instalação
Várias
moradas: Ao longo
das décadas, o acervo passou por diferentes edifícios e locais provisórios na
cidade de Lisboa devido à falta de uma sede definitiva e estável.
Estação de
Metro (1994 a 2025): O museu
encontrou residência durante cerca de 30 anos na Estação
de Metro do Alto dos Moinhos em Lisboa, um local invulgar que se
tornou emblemático.
Mudança para
Mafra (2025): O museu
mudou-se para a ala norte do monumental Palácio Nacional de Mafra, reabrindo no
final de 2025 com novas e amplas salas de exposição, melhores condições de
conservação e uma museografia inovadora
O Acervo e Tesouros Nacionais
Instrumentos
raros: Abriga
cerca de 500 instrumentos expostos (de um total superior) que datam desde o
século XII até ao século XXI, cobrindo tradições eruditas e populares.
Peças de
destaque: Inclui o
famoso violoncelo Stradivarius Chevillard (Rei de Portugal), cravos
históricos de Joaquim José Antunes e Pascal Taskin, e o piano de Franz Liszt.
