Joalharia
Esta colecção caracteriza-se por uma grande diversidade de tipologias e
proveniências de finais do século XVII a finais do século XIX. Por questões de
segurança, e de autenticidade dos interiores do palácio, a maioria das peças de
joalharia não se encontra, exposta ao público.
Dentro desta colecção distinguem-se dois grandes núcleos:
As Joias da Coroa Portuguesa, constituídas por peças
predominantemente do século XVIII e de produção nacional. É um conjunto
heterogéneo, pela diversidade de tipologias, apresentando no entanto, como
característica comum, a excelência dos materiais e mestria técnica e artística.
Incluem-se neste núcleo as jóias de adorno, as armas que complementam os
uniformes de gala, sumptuosas insígnias honoríficas, nacionais e estrangeiras e
ainda alguns minerais em bruto, provenientes das explorações auríferas e
diamantíferas brasileiras.
As Jóias do Quotidiano que são constituídas por várias
tipologias de adorno para uso corrente, no qual predominam os exemplares
oitocentistas, provenientes das oficinas nacionais, mas também das oficinas
francesas e italianas.
Metais
Esta colecção integra um vasto e heterogéneo acervo de peças de carácter
utilitário e decorativo, maioritariamente, do século XIX. Inclui objectos de
uso doméstico, bem como objectos decorativos de grande requinte e qualidade
técnica, executados em bronze, latão e cobre, entre outras. É uma colecção que
representa os revivalismos históricos e a influência do oriente nas artes
decorativas, testemunhando igualmente a influencia da industria na arte de
trabalhar os metais durante o século XIX
Ourivesaria
A colecção de ourivesaria é composta por uma grande diversidade
de tipologias e proveniências, do século XIV a inícios do século XX.
Distinguem-se na sua constituição três núcleos: pratas da
coroa, ourivesaria religiosa e pratas
decorativas e utilitárias.
O núcleo das pratas da coroa reúne
peças entre os séculos XVII e XX. Neste núcleo assumem particular importância a
principal baixela da coroa, a Baixela Germain, encomenda do rei D. José I a
François Thomas Germain na segunda metade do século XVIII; bem como prata de
aparato da casa real portuguesa, constituída maioritariamente por salvas e
gomis de grande valor artístico, que testemunham de forma única a produção
artística portuguesa dos séculos XV, XVI e XVIII.
A ourivesaria religiosa reúne objectos
na sua maioria dos séculos XVIII e XIX. Inclui exemplares utilizados nas
capelas dos paços reais e bens da casa real após a extinção das ordens
religiosas em 1834.
O núcleo das pratas decorativas e utilitárias é
constituído por objectos relacionados com o quotidiano do palácio, muitos deles
adquiridos pela rainha D. Maria Pia, na segunda metade do século XIX. Alguns
destes objectos estão incluídos no percurso museológico, de acordo com a
reconstituição histórica dos ambientes do século XIX. Destacam-se as produções
das oficinas nacionais, francesas, inglesas, austríacas e italianas, sendo
quantitativamente o núcleo mais representativo desta colecção.
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