Dia de Portugal, de Camões e das
Comunidades Portuguesas
Luís Vaz de Camões terá nascido em
Lisboa, por volta de 1524 ou 1525. Membro da aristocracia pouco endinheirada,
era filho de Ana de Sá e de Simão Vaz de Camões, que terá falecido ao serviço
do rei.
D. Bento Camões, tio do nosso poeta,
clérigo de Colégio de Santa Cruz e chanceler da Universidade de Coimbra,
tê-lo-á influenciado a estudar em Coimbra. Contudo, não há quaisquer registos
desta circunstância, mas os clássicos gregos e romanos não lhe seriam
desconhecidos.
Por questões diversas, teve uma vida atribulada:
terá vivido exilado em Constância, perto de Abrantes, por questões amorosas
passadas na Corte; é provável que, em 1545, tenha ido para Marrocos, mais
propriamente para Ceuta, para combater os muçulmanos, altura em que perdeu o
olho direito.
Em 1548, regressou a Lisboa, onde o
esperavam novas aventuras amorosas e a penúria. Entretanto, fere um servidor da
Casa Real por uma questão de honra, valendo-lhe a prisão. O rei perdoa-lhe a
afronta e Luís de Camões parte para Índia, iniciando uma nova etapa da sua
vida, que duraria 15 anos, contactando com novas culturas e costumes o que,
provavelmente, influenciou a sua obra.
Em Goa, terá escrito os seus primeiros
versos. Daí, saiu na penúria e, durante a viagem, o navio onde seguia
naufragou. Conseguiu salvar os seus escritos, mas perdeu Dinamene, uma jovem
que o servia e por quem, possivelmente, estaria apaixonado.
Na década de 60 do século XVI, Camões
desembarcou em Moçambique, sem dinheiro e a necessitar da ajuda de amigos,
aguardando por uma viagem gratuita que o trouxesse a Portugal.
De regresso a Portugal, em 1570, dá a
conhecer a sua principal obra, Os Lusíadas, dedicada a D. Sebastião, que lhe
atribuiu uma renda anual de 15.000 reis, por esse hino à grandeza de Portugal.
Luís Vaz de Camões viveu de esmolas e na
pobreza e terá falecido a 10 de junho de 1580, ano em que Portugal perdeu a
independência.
O seu funeral foi custeado por um nobre,
D. Gonçalo Coutinho, que mandou colocar sobre a sua sepultura a seguinte
inscrição – “Aqui jaz Luís Vaz de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo.
Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu.”
Em 1880, os seus restos mortais foram
transferidos para o Mosteiro dos Jerónimos.
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