quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dia de Portugal 10 de Junho 2026


 

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Luís Vaz de Camões terá nascido em Lisboa, por volta de 1524 ou 1525. Membro da aristocracia pouco endinheirada, era filho de Ana de Sá e de Simão Vaz de Camões, que terá falecido ao serviço do rei.

D. Bento Camões, tio do nosso poeta, clérigo de Colégio de Santa Cruz e chanceler da Universidade de Coimbra, tê-lo-á influenciado a estudar em Coimbra. Contudo, não há quaisquer registos desta circunstância, mas os clássicos gregos e romanos não lhe seriam desconhecidos.

Por questões diversas, teve uma vida atribulada: terá vivido exilado em Constância, perto de Abrantes, por questões amorosas passadas na Corte; é provável que, em 1545, tenha ido para Marrocos, mais propriamente para Ceuta, para combater os muçulmanos, altura em que perdeu o olho direito.



Em 1548, regressou a Lisboa, onde o esperavam novas aventuras amorosas e a penúria. Entretanto, fere um servidor da Casa Real por uma questão de honra, valendo-lhe a prisão. O rei perdoa-lhe a afronta e Luís de Camões parte para Índia, iniciando uma nova etapa da sua vida, que duraria 15 anos, contactando com novas culturas e costumes o que, provavelmente, influenciou a sua obra.

Em Goa, terá escrito os seus primeiros versos. Daí, saiu na penúria e, durante a viagem, o navio onde seguia naufragou. Conseguiu salvar os seus escritos, mas perdeu Dinamene, uma jovem que o servia e por quem, possivelmente, estaria apaixonado.

Na década de 60 do século XVI, Camões desembarcou em Moçambique, sem dinheiro e a necessitar da ajuda de amigos, aguardando por uma viagem gratuita que o trouxesse a Portugal.




De regresso a Portugal, em 1570, dá a conhecer a sua principal obra, Os Lusíadas, dedicada a D. Sebastião, que lhe atribuiu uma renda anual de 15.000 reis, por esse hino à grandeza de Portugal.

Luís Vaz de Camões viveu de esmolas e na pobreza e terá falecido a 10 de junho de 1580, ano em que Portugal perdeu a independência.

O seu funeral foi custeado por um nobre, D. Gonçalo Coutinho, que mandou colocar sobre a sua sepultura a seguinte inscrição – “Aqui jaz Luís Vaz de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu.”



Em 1880, os seus restos mortais foram transferidos para o Mosteiro dos Jerónimos.

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