segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Os "Presépios de Sal" estão de volta, até 8 de janeiro Natal em Rio Maior


 

O evento natalício “Presépios de Sal” está de volta à típica aldeia das Marinhas do Sal.  

De 26 de novembro a 8 de janeiro os visitantes para além poderem visitar as típicas Salinas, daquela que ostenta agora o título de “Aldeia de Portugal”, vão encontrar um conjunto de atividades de natal, música, animação, a excelência do seu comércio tradicional e da sua gastronomia e o grande destaque deste evento, os Presépios de Sal.

No ano em que se comemora 10 anos de existência do evento, são 33 os presépios construídos em sal que podem ser visitados, numa original aposta do Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior, salineiros e comerciantes locais, que todos os anos atrai milhares de visitantes a Rio Maior e às suas Salinas.

O popular Comboio Turístico de Natal também está de volta fazendo a ligação Jardim Municipal – Marinhas do Sal com paragens no Parque do Rio e na Praça da República.

 Mas o Natal em Rio Maior não se esgota com este grande evento, serão muitas as atividades a ter lugar quer na cidade, com animação de rua, cinema infantil, música, dança, caminhadas, Mercadinho de Natal, e a tão aguardada “Parada do Pai Natal em Duas Rodas”, quer nas freguesias, onde a aposta continua a ser na iniciativa “Circu’Lando o Natal”, que este ano levará a Magia Infantil a 13 localidades do Concelho.

Visite Rio Maior, Concelho com Vida!
























































sábado, 10 de dezembro de 2022

A ANUNCIAÇÃO DO ANJO E O SIM DA VIRGEM MARIA


 

Hoje nós recordamos o fato bíblico narrado no evangelho de São Lucas: a Anunciação do Senhor. Na liturgia, esta solenidade festiva interrompe o tom penitencial e austero da Quaresma.

É natural que a Igreja introduza no seu calendário um dia para nos lembrar, de modo específico, o anúncio da encarnação de Jesus Cristo no seio de Maria. A encarnação do Verbo eterno de Deus.


Aquela oração tradicional, muito difundida em todo o orbe católico, resume a narrativa bíblica da
 revelação divina a Maria e a sua resposta com a decisão de submeter-se ao querer de Deus. É a oração do “Ângelus”: o Anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu do Espírito Santo.

Em centenas de cidades do Brasil há até hoje o costume de se rezar o “Anjo do Senhor” nos alto falantes na torre das Igrejas ou mesmo nas rádios onde se faz ainda uma reflexão diária.

Anunciação marcou o início da Redenção de Jesus. O momento sublime em que Deus fez acontecer na História a sua graça de salvação, a intervenção maior do seu projeto de amor por nós. E Maria foi chamada a ser parceira no diálogo com Deus sobre a história da salvação. Diálogo que começara com a criação de Adão e Eva no jardim do Éden e, com Maria, chegou ao ponto máximo e decisivo. Por outro lado, Maria se fez uma perfeita oferenda da humanidade toda quando em seu seio puríssimo o Espírito Santo de Deus gerou a carne humana do seu Verbo.

Na pessoa de Maria, nos foi dado conhecer o lado humano do mistério divino da Encarnação. Por isso se fala que Maria é o rosto materno de Deus. Estamos nos albores do 3º milênio da história cristã e é bom lembrar que o seu início foi a gravidez da Virgem. Gravidez que aconteceu diretamente pela “força do Altíssimo” (Lc 1,35).

São Paulo, nas suas cartas, escreve que ao se encarnar, Jesus aceitou nossa condição humana com toda a sua miséria. Mas Jesus Cristo não se identifica com a realidade humana pecadora; ele a supera e transcende. Ele pré existia na glória eterna do mistério de Deus. O Verbo que se fez carne no tempo da história existia desde toda a eternidade.


Quando
 Maria se tornou ciente, no mais profundo do seu íntimo, do projeto divino da Encarnação foi envolvida por ele. O Evangelho de Lucas nos conta isso na forma de uma aparição de um mensageiro de Deus, o anjo Gabriel. Solicitada a participar, Maria deu sua adesão total: Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E aí se tornou a nova Eva, ou a representante de toda a humanidade.

Lucas faz a catequese de uma revelação divina que explica o mistério de Jesus. Trata-se do fundamento da fé nele. Como aconteceu a sua concepção, qual a origem humana dele e qual a origem sobrenatural. O “sim” de Maria ajustando sua vida ao projeto de Deus é parte integrante dessa explicação teológico-catequética de Lucas. Ela nos deu um exemplo maravilhoso de disponibilidade a Deus. Sem a sua adesão de fé, sem o seu “faça-se em mim”, não teríamos Jesus.

voz do anjo, que pode simbolizar aqui a revelação divina, saúda Maria com a expressão: “cheia de graça!” Graça na Bíblia significa aquilo que Deus é. Deus é a graça que se comunica. É a identidade mais profunda do seu ser. Se Maria é a “cheia dessa graça” ela é totalmente possuída por Deus por ter acolhido a oferta dele: Jesus.

Mas, segundo o texto, Maria perturbou-se com a saudação. O que significa isto? Segundo os estudiosos significa a preocupação interior da humilde Maria de Nazaré não entendendo todo o alcance daquele anúncio para a sua vida. A vontade de Deus parecia lhe trazer problemas. Foi tranquilizada a simplesmente aceitar o mistério do Salvador como o Filho do Altíssimo, pois o próprio Espírito de Deus a cobriria com seu poder. Dela nasceria um filho que não era só dela e não teria um pai carnal, mas seria o Filho do Altíssimo. Ela devia dar-lhe o nome de Jesus porque ele seria o Messias esperado como descendente de Davi. Jesus o salvador-messias, esperado por todos e também por ela, estava chegando a todos por meio dela. Ela não precisava temer nada, pois agradara a Deus e Ele a fizera cheia da sua graça.

Esta narrativa bíblica da Anunciação deve ser lida, meditada, rezada muitas e muitas vezes. Ela é a porta de entrada para a vida com o Senhor Jesus. Queremos repetir o sim obediente e confiante de Maria e com a sua ajuda viver a nossa fé em tantas e tantas situações que nos deixam temerosos, preocupados e perplexos. Por um “sim” tão curto e simples é possível entrar em cheio no mistério da graça salvadora de Cristo, vivendo as realidades da família, do trabalho e da vida em sociedade iluminando-as sempre com a oração.

 

 

Fonte:  https://www.a12.com/academia/homilias/anunciacao-do-senhor


Dia de Nossa Senhora da Conceição

O dia 8 de Dezembro é consagrado a Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal.

A celebração de Nossa Senhora da Conceição honra a conceção de Maria, que foi concebida sem haver pecado. A palavra "imaculada" deriva do latim "sem mácula" ou seja, sem mancha. No dia 8 de Dezembro o Papa Pio IX definiu a conceção imaculada de Maria como um dogma religioso e desde então esta data é celebrada pela Igreja Católica e por todos os fiéis. O dia 8 de Dezembro antecede em 9 meses a data da natividade de Maria, que é o dia 8 de Setembro, e por essa razão esta data ficou definida como a data em que Maria foi concebida, imaculada sem pecado.





Oração à Imaculada Conceição:

Virgem Santíssima,
que foste concebida sem pecado
e por isso mereceste o título
de Nossa Senhora da Imaculada Conceição;
Evitaste todos os outros pecados,
e por isso o Anjo Gabriel chamou-te
“Avé Maria, cheia de graça"!
Peço-te que me alcances o auxílio
do teu divino Filho
para vencer as tentações e evitar os pecados.
E já que te chamo Mãe,
atende-me com carinho maternal esta graça (dizer o pedido);
para que possa viver como digno filho teu.
Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.
Amén.

 

Presépio

 Segundo a tradição, o "presépio" é o conjunto de contecimentos passados ​​no local onde nasceu o Menino Jesus. Este local, em Belém (Palestina), foi um estábulo escavado na rocha, onde encontramos uma manteiga e uma vaca (ou boi) que com seu bafo aqueceram ou recém-nascido Salvador. Hoje existe neste sítio a Basílica da Natividade (ou Nascimento), então se pensa que desde o século V se reverenciaram sucessivas representações do acontecimento.

A palavra "Natal" significa à letra, em latim, dia do nascimento, e começou a ser comemorado no século V pela Igreja (depois de alguma resistência), no dia do solstício de inverno.

Do presépio triplicou a fazer parte a certa altura dos Reis Magos (sábios astrólogos, sacerdotes adaptados ao culto Mitraísta, da mitologia da Mesopotâmia e Pérsia), que vinham adorar o Menino (ofereceram-Lhe ouro, incenso e mirra, e representavam a submissão do paganismo) e foram cuidados por uma estrela, assim como os pastores e seus rebanhos, que tinham sido avisados ​​do acontecimento importante por um anjo.

A origem do meu nascimento deve-se a um local pobre e improvisado que deve ter feito o percurso que Nossa Senhora e São José iria empreender em direcção a Belém, "capital" da dinastia de David (à qual pertence a Sagrada Família ), para comunicar o censo populacional que o imperador Octávio Augusto tinha ordenado. Este censo pensa-se na passagem entre 6 e 4 a. C., ou que ainda confere uma idade superior a Cristo em relação à tradição de 33 anos atrás de sua Paixão e morte na Cruz (que terá sido também após 33 DC).

Os Evangelhos de São Lucas e São Mateus têm embasamento bíblico a partir deste tema da vida de Jesus ao mundo terreno, tendendo as almas a parecerem ser influenciadas pelos Evangelhos Apócrifos (não canônicos, mas tolerados pela Igreja), que interpretam textos proféticos do Antigo Testamento.

Fez-se mais tarde na dita gruta uma réplica do presépio e barro, que foi mais tarde substituída por uma em prata, segundo o testemunho de São Jerónimo, que viveu ali perto no século IV. Os cristãos primitivos também tinham o hábito de fazer pequenas ceias que representavam o nascimento de Jesus quando nos reuníamos nas catacumbas. Nas primeiras igrejas, instituídas após o Édito de Constantino, em 313, aparecem já imagens da Natividade em afrescos, grafitos e levos.

Foi, no entanto, São Francisco, em 1223, que introduziu a representação do presépio como comediante vivo do dia do nascimento de Jesus, impulsionando a tradição a propor na noite de Natal uma representação de pessoa viva no Greccio, a vida italiana onde ele se deparou. Desta forma, você fica impressionado com a missa e o ritual destinado a transmitir o mistério da encarnação de Jesus àqueles que não sabemos, que rapidamente se popularizou em toda a Europa. Foi também no início deste século que se divulgaram as primeiras representações em rosto perfeito (esculturas).

As representações e os materiais variaram consoante as épocas e as culturas, tendendo, por exemplo, para os cristais de tradição oriental espalhados ao jantar sobre um mosaico e para os europeus, os nossos primais, em figuras de bar. Um exemplo de excelência que viemos a referir é o Presépio de Machado de Castro, que remonta ao século XVIII.

O presépio atual é baseado em um modelo napolitano do século XVIII, e a partir dos forames inseridos em nossos presépios os mais diversos elementos referentes à identidade cultural do produtor, dando larga imaginação e aparecendo uma dimensão de figuras (incluindo alguns pagãs originais ) e situações heterogêneas que nada tiveram a ver com o relatado nos Evangelhos.

Foi, portanto, na época barroca que o presépio teve mais projeção, dada sobretudo pelos jesuítas, e no século XVIII foram-se inserindo diversos episódios, além da Natividade propriamente dita. Neste mesmo século, com o advento do Iluminismo, os presépios foram proibidos em determinados locais, como por exemplo na Baviera (não há no entanto nesta mesma zona onde se encontra uma das maiores colecções de presépios do mundo, no Museu Nacional do Mónaco).

No século XIX, o gosto pelo orientalismo refletiu-se nas representações, sobretudo na segunda metade, enquanto que na primeira houve uma preferência pelas paisagens.

Algumas das representações mais bem conseguidas e famosas são as figuras da Madeira de Arnolfo da Cambio, que se encontram na igreja romana de Santa Maria Maggiore (1289), como pinturas de Jerónimo Bosch (Adoração dos Pastores, 1510), Domenico Ghirlandaio (Adoração dos Pastores, 1485), Stefan Lochner (A Adoração do Menino, 1445), Giovanni Battista Tiépolo (Adoração dos Magos, 1753) e Gerrit van Honthorst (Adoração dos Pastores, 1617), os relevos do altar gótico da igreja de St. localidade homônima no Saltzkammergut, Áustria), de autoria de Michael Pacher.





https://pt.wikipedia.org/wiki/Pres%C3%A9pio

Virgem da Expectação

 A «Virgem da Expectação», uma escultura do século XIV atribuída a Mestre Pero, apresenta-nos a imagem da Virgem grávida, com a mão pousada sobre o ventre e o braço levantado, esperando o nascimento do filho de Deus, conforme a iconografia medieval portuguesa que segue com realismo o verso “Expectans expectavi Dominum”, do salmo 39,7 («Senhor, o que esperar? A minha esperança está em ti»).

Popularizadas como Virgens do Ó, desde a Alta Idade Média, devido à interjeição Ó recitada no início das sete antífonas da liturgia de vésperas durante o Advento, estas imagens conheceram um intenso culto pela proteção à maternidade.

O MNAA espera por si. Consigo o Museu fica mais completo. Até breve!

Obra em exposição no Piso 3.

Mestre Pero
(ativo 1325-1350), atribuído
«Virgem da Expectação»
1340-1350
Calcário policromado
Proveniência: Doação. Coleção Comandante Ernesto Vilhena (herdeiros), 1980
MNAA, Inv.1090 Esc




Miradouro de S. Pedro de Alcântara

Guarde o fôlego da subida para uma das melhores vistas de Lisboa. Faça deste miradouro, o seu ponto de descoberta e encantamento com a cidad...