domingo, 16 de agosto de 2026

Joias da Coroa Portuguesa

 



Joalharia

Esta colecção caracteriza-se por uma grande diversidade de tipologias e proveniências de finais do século XVII a finais do século XIX. Por questões de segurança, e de autenticidade dos interiores do palácio, a maioria das peças de joalharia não se encontra, exposta ao público.

Dentro desta colecção distinguem-se dois grandes núcleos:

As Joias da Coroa Portuguesa, constituídas por peças predominantemente do século XVIII e de produção nacional. É um conjunto heterogéneo, pela diversidade de tipologias, apresentando no entanto, como característica comum, a excelência dos materiais e mestria técnica e artística. Incluem-se neste núcleo as jóias de adorno, as armas que complementam os uniformes de gala, sumptuosas insígnias honoríficas, nacionais e estrangeiras e ainda alguns minerais em bruto, provenientes das explorações auríferas e diamantíferas brasileiras.

As Jóias do Quotidiano que são constituídas por várias tipologias de adorno para uso corrente, no qual predominam os exemplares oitocentistas, provenientes das oficinas nacionais, mas também das oficinas francesas e italianas.

Metais

Esta colecção integra um vasto e heterogéneo acervo de peças de carácter utilitário e decorativo, maioritariamente, do século XIX. Inclui objectos de uso doméstico, bem como objectos decorativos de grande requinte e qualidade técnica, executados em bronze, latão e cobre, entre outras. É uma colecção que representa os revivalismos históricos e a influência do oriente nas artes decorativas, testemunhando igualmente a influencia da industria na arte de trabalhar os metais durante o século XIX

Ourivesaria

A colecção de ourivesaria é composta por uma grande diversidade de tipologias e proveniências, do século XIV a inícios do século XX. Distinguem-se na sua constituição três núcleos: pratas da coroaourivesaria religiosa e pratas decorativas e utilitárias.

O núcleo das pratas da coroa reúne peças entre os séculos XVII e XX. Neste núcleo assumem particular importância a principal baixela da coroa, a Baixela Germain, encomenda do rei D. José I a François Thomas Germain na segunda metade do século XVIII; bem como prata de aparato da casa real portuguesa, constituída maioritariamente por salvas e gomis de grande valor artístico, que testemunham de forma única a produção artística portuguesa dos séculos XV, XVI e XVIII.

ourivesaria religiosa reúne objectos na sua maioria dos séculos XVIII e XIX. Inclui exemplares utilizados nas capelas dos paços reais e bens da casa real após a extinção das ordens religiosas em 1834.

O núcleo das pratas decorativas e utilitárias é constituído por objectos relacionados com o quotidiano do palácio, muitos deles adquiridos pela rainha D. Maria Pia, na segunda metade do século XIX. Alguns destes objectos estão incluídos no percurso museológico, de acordo com a reconstituição histórica dos ambientes do século XIX. Destacam-se as produções das oficinas nacionais, francesas, inglesas, austríacas e italianas, sendo quantitativamente o núcleo mais representativo desta colecção.























































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