quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Templo Romano


 

Outrora parte do Fórum Romano, as ruínas deste templo, datadas do século II ou início do século III d.C., são um espetáculo embriagante em plena cidade. Está entre os monumentos romanos mais bem preservados de Portugal e provavelmente da Península Ibérica. Embora seja comummente chamado de Templo de Diana, não há consenso sobre a divindade a que foi dedicado, e alguns arqueólogos acreditam que possa ter sido dedicado a Augusto.

Como é que estas 14 colunas coríntias, revestidas de mármore de Estremoz, conseguiram sobreviver em tão bom estado durante cerca de 18 séculos ? O templo foi aparentemente murado na Idade Média para formar uma pequena fortaleza e, mais tarde, utilizado como matadouro da cidade. Foi descoberto no final do século XIX. Estas técnicas de preservação involuntárias resultaram, uma vez que a imponente colunata está impressionantemente completa.










                                               Templo Romano de Évora





Menir dos Almendres


O Menir do Monte dos Almendres é um dos muitos menires da região de Évora. Tem a forma de um ovo alongado e tem um báculo (cajado) gravado em baixo-relevo na parte de cima. Este motivo representa, claramente, a importância da natureza no neolítico, nomeadamente a domesticação de animais.

O Menir dos Almendres fica bastante perto do Cromeleque dos Almendres e ambos estão intimamente relacionados. Visto a partir do cromeleque, o menir indica o nascer do Sol no Solstício de verão (o maior dia do ano). Visite Évora nessa altura e comprove-o.












Cromeleque dos Almendres


 

Inserida numa bela paisagem de oliveiras e sobreiros, ergue-se esta enorme e espectacular oval de menires, a 15 km a oeste de Évora. É o conjunto megalítico mais importante da Península Ibérica e um local extraordinário a visitar. O sítio consiste numa enorme oval com cerca de 95 monólitos de granito arredondados – alguns dos quais com marcas simbólicas – espalhados por uma encosta acidentada.

Os megálitos foram erguidos ao longo de diferentes períodos, ao que parece, com orientações astronómicas básicas, e eram provavelmente utilizados para reuniões sociais ou rituais sagrados no início do Neolítico.

Dois quilómetros e meio antes do Cromeleque dos Almendres, encontra-se o Menir dos Almendres, uma única pedra com cerca de 4 m de altura, com algumas gravuras muito ténues perto do topo. Procure a placa; para chegar ao menir, terá de percorrer algumas centenas de metros a partir da estrada.









segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Telégrafo de Bolas - sistema Inglês



O termo "Telégrafo de Bolas - sistema Inglês" refere-se a um sistema de semáforo visual utilizado pelas forças inglesas (aliadas) para comunicação tática, em contraste com o telégrafo de Chappe usado pelos invasores franceses nas Linhas de Torres, segundo Fernando Freire. Este sistema de telégrafo de bolas ou balões era empregado para transmitir mensagens entre fortificações, demonstrando a necessidade de um sistema de comunicação eficaz em contextos de conflito. 

Contexto Histórico 

·         O termo está ligado ao período das Linhas de Torres Vedras (1809-1810) em Portugal, durante a Segunda Invasão Francesa.

·         Os franceses utilizavam o telégrafo de semáforo de Chappe, enquanto os ingleses empregavam o sistema de telégrafo de bolas ou balões.

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Função e Utilidade 

·         Servia como um sistema de comunicação visual para transmitir mensagens entre as fortificações das Linhas de Torres e os seus flancos laterais.

·         A comunicação era feita através do uso de bolas ou balões, que eram posicionados e manuseados de forma a representar códigos e transmitir informações rápidas entre diferentes pontos.

·         Era essencial para o controle tático e a coordenação das tropas inglesas e portuguesas.

Diferença de Termos 

·         Telégrafo de Chappe:

Sistema de semáforo desenvolvido na França, conhecido por suas torres com braços móveis.

·         Telégrafo de Bolas/Balões (sistema inglês):

A alternativa inglesa ao sistema de Chappe, que utilizava um conjunto de bolas ou balões para comunicar.















sábado, 23 de agosto de 2025

Museu da Presidência da República 1


 

Com mais de 500 anos de história, o Palácio Nacional de Belém é, desde a implantação da República, a residência oficial do Presidente da República Portuguesa.

O seu primeiro proprietário foi D. Manuel de Portugal, filho dos condes de Vimioso. No século XVI, construiu um primeiro palácio, mais pequeno, cuja área corresponderá às atuais salas protocolares. Manteve-se na mesma família até 1726, ano em que o Rei D. João V comprou toda a propriedade ao 3.º conde de Aveiras, descendente do primeiro proprietário, assim como várias quintas próximas. A partir de então, passou a ser morada para temporadas da família real. Excecionalmente, alguns soberanos chegaram mesmo a residir na Real Quinta de Belém: D. Catarina de Bragança, já depois de ter enviuvado de Carlos II de Inglaterra; D. Maria II e o marido, D. Fernando II, entre 1844 e 1846; D. Carlos e D. Amélia, ainda príncipes, quando casaram.

Com a implantação da República, o Palácio ganhou um novo protagonismo, ao ser escolhido para residência oficial do Presidente. À luz dos princípios igualitários do novo regime, todos os Presidentes que durante a I República (1910-1926) optaram por morar no Palácio de Belém, pagaram uma renda mensal, inicialmente de 100 escudos. Tal aconteceu, por exemplo, com Manuel de Arriaga e Bernardino Machado, ou Teixeira Gomes, que pagou um valor, entretanto, aumentado. Esta imposição só foi revogada em 1928.

Nos últimos 100 anos, muitos melhoramentos se fizeram no Palácio e nos jardins. A valorização de todo o conjunto, com 2,5 hectares, culminou na classificação como monumento nacional, em 2007, abrangendo também os 7,5 hectares do Jardim Botânico Tropical, a mesma Real Quinta de Belém até 1910.

A criação do Museu da Presidência da República assenta na ideia da aproximação do Presidente aos cidadãos que representa, abrindo o Palácio de Belém, sua residência oficial, ao público. Os objectivos permanentes que o Museu procura cumprir são, por isso, de carácter cultural e cívico.

Situado no Palácio de Belém, o museu procura oferecer aos visitantes uma informação ampla e rigorosa sobre a instituição presidencial, a sua história e os seus titulares. Essa informação é oferecida com base em suportes tecnológicos inovadores, que permitem um acesso fácil e interativo. Quis-se criar um Museu de história contemporânea política e institucional, que fosse também um exemplo de aproveitamento das novas possibilidades de difusão do conhecimento e de divulgação da cultura.

O Museu da Presidência da República não é apenas um espaço estático de contemplação. É também um centro de estudo, de investigação, de edição, de iniciativa cultural. O Web Site, o Arquivo Digital, os Serviços de Educação e de Formação e as muitas actividades de Extensão Cultural são outros tantos instrumentos de abertura e participação. Significa que o Museu é uma obra em progresso e um projecto dinâmico.




















 



































quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Dia Mundial da Fotografia

No passado recente 19 de agosto celebrou-se o Dia Mundial da Fotografia. Nesta data, em 1839, o governo francês, tendo adquirido o processo da invenção do daguerreótipo, declarou a invenção de Daguerre como um presente "grátis para o mundo" tornando-o de domínio público.

Não poderia haver melhor data para ir ao fundo do baú buscar estas fotografias do Jardim da Estrela, Lisboa   no ano de  ? lapso de memoria












 


segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Santuário do Bom Jesus do Carvalhal

Sabe-se que neste local já existia uma ermida desde a Idade Média, denominada Ermida de São Pedro de Finisterra, que terá ruído com o terramoto de 1755. Reconstruída ao longo do século XIX, assumiu a atual denominação de Senhor Jesus e São Pedro de cuja paróquia é Igreja Matriz. Destacam-se duas datas: 1876, com a conclusão da primeira torre, e 1907, com conclusão da segunda. O arvoredo circundante terá sido plantado em 1847.

A igreja, de uma só nave, tem o teto em madeira ornamentado com 15 painéis de florões, contendo símbolos da Paixão de Cristo. Na capela-mor encontra-se o Sacrário em talha dourada e um retábulo constituído por duas colunas do estilo coríntio, em madeira, entre as quais estão as imagens do Sagrado Coração de Jesus e Imaculado Coração de Maria e ao fundo, em posição elevada, o Trono trabalhado em talha dourada Joanina, onde se guarda a venerada Imagem do Senhor Jesus. Existe, ainda, um altar túmulo com a imagem do Senhor Morto.

Reza a lenda que andando um homem junto ao mar, em Peniche, pegou num caixote que as ondas arrastaram até à praia, e carregou-o, sem esforço, até à ermida de São Pedro. Aqui, o caixote tornou-se tão pesado que, não podendo mais com ele, o homem foi chamar o prior que o abriu deparando-se com a Imagem. Tal acontecimento marcou o início dos círios, com a exposição da imagem a veneração pública.


O Santuário é, atualmente, visitado por cerca de dezoito círios.










Saber mais:   https://santuariosrjesus.wixsite.com/site


Miradouro de S. Pedro de Alcântara

Guarde o fôlego da subida para uma das melhores vistas de Lisboa. Faça deste miradouro, o seu ponto de descoberta e encantamento com a cidad...