A construção da Autoestrada A33 (Circular Regional Interior da Península de Setúbal) teve um impacto significativo na Charneca de Caparica, transformando a zona de um eixo rodoviário local numa via rápida estruturante com portagens, concluída em torno de 2012.
Aqui está uma análise do "antes" e "depois":
Antes da A33
·
Via Alternativa: O traçado atual da A33 foi
implantado sobre a antiga EN377 (estrada nacional) ou áreas limítrofes, que
funcionavam como a principal ligação alternativa e gratuita para os moradores
entre a Charneca de Caparica e a Sobreda/Almada.
·
Circulação Local: A zona era caracterizada por uma
circulação mais lenta, com trânsito de atravessamento a passar por dentro dos
núcleos urbanos da freguesia.
·
Paisagem: A área envolvente da Charneca de
Caparica possuía menos infraestruturas rodoviárias de grande perfil, com áreas
de pinhal e zona rural.
Depois da A33 (Atualidade)
·
Via Rápida e Portagens: A transformação
do IC32 na autoestrada A33 (concluída em 2012) introduziu portagens em
eletrónico (sem paragem), nomeadamente o pórtico da Quinta da Queimada, que é
alvo de contestação local por ser utilizado para deslocações internas.
·
Melhoria de Acessos: A A33 melhorou drasticamente a
rapidez na ligação entre o Monte da Caparica, a Charneca e o Seixal/Barreiro.
·
Impacto no Trânsito Local: Muitos moradores
reportam que, devido às portagens, o trânsito aumentou dentro das localidades
(nas estradas municipais) para evitar o custo da A33.
·
Contestação Social: A população da Charneca de
Caparica e Sobreda tem realizado petições públicas exigindo a abolição ou
isenção da portagem, alegando que a antiga via gratuita foi substituída por uma
via paga sem alternativa viável, o que prejudica a mobilidade dos
residentes.
Em resumo: A A33 trouxe rapidez e modernização viária, mas também portagens no
acesso local, o que gerou um forte movimento de contestação na Charneca de
Caparica por ser considerada injusta para o uso diário.








Sem comentários:
Enviar um comentário